O nosso nome
Se alguma vantagem podemos encontrar na dor psíquica, é a de que ela nos desinstala, colocando-nos num estado de procura.
Em condições favoráveis essa procura pode alcançar o significado de "pró-cura", ou seja, de movimento em frente, em direcção a uma possível "solução", uma "cura", tornando-se assim crescimento.
Isto acontece quando se decide e é possível enfrentar essa dor que não queremos, em vez de a evitar, fugir ou adiar.
A tarefa é dificultada porque passamos grande parte das nossas vidas a construir defesas que nos protegem mas também nos afastam, de sentimentos, necessidades ou outros aspectos em nós que dificilmente gostamos/toleramos, e estamos convictos que os outros também não.
Algumas dessas defesas podem então facilmente transformar-se em muralhas que nos cercam, não deixando os outros entrar nem nos deixando a nós, sair.
A psicoterapia é uma relação onde a procura da verdade "por detrás das muralhas" é vivida de um modo novo, seguro e privilegiado, para libertar a pessoa de um sofrimento cujas causas/significados eram antes desconhecidos.
Esta liberdade surge com o aumento do auto-conhecimento e da capacidade de pensar e viver de novos modos, esses e outros aspectos de si próprio - abrindo o caminho a um eu mais espontâneo, criativo e verdadeiro, que estava em nós, como a futura árvore nas sementes, apenas em estado potencial.
É neste caminho percorrido em direcção a um presente e um futuro cada vez mais conduzido por nós – e não por outros cenários que nos dominam, limitam e se repetem – mas pelo que realmente somos e escolhemos, pelo que projectamos e podemos vir a ser, que a psicoterapia é cura, nesta "pró-cura", dentro de nós.
É o que fazemos.
É aquilo em que acreditamos.
Princípios éticos
Enquanto psicólogos(as) e psicoterapeutas, somos regidos por uma ética que se traduz na prática por uma disposição pessoal de respeito fundamental pela autonomia, liberdade e natureza de cada pessoa - vista e reconhecida como única e diferente de todas as outras, com vontade própria e direito às suas opiniões, credos e preferências.
De um modo particular, tal implica que sejam assegurados e promovidos, entre outros, os seguintes princípios de natureza profissional e humana:
- Confidencialidade: Tudo o que é dito pela pessoa a respeito de si própria no contexto da relação terapêutica, é privado e confidencial, incluindo a própria existência dessa relação.
- Relação informada e voluntária: Toda a informação possível e útil sobre a natureza e enquadramento específicos do processo de psicoterapia é transmitida desde uma fase inicial, sendo a adesão ao mesmo por parte da pessoa, sempre de carácter voluntário.
Quer isto dizer, que nenhuma espécie de compromisso para com o profissional a obriga em momento algum a manter aquela relação, excepto a sua própria vontade.
- Condições essenciais de inicio: O psicólogo/ psicoterapeuta tem que garantir desde o início, a existência de condições em si próprio(a) - pessoais, técnicas, ou outras - tal como na pessoa que o procura, que lhe assegurem a possibilidade de um trabalho em comum que viabilize o cumprimento dos objectivos estabelecidos.
No caso de não se encontrarem reunidas, por qualquer motivo que seja, as condições necessárias ao normal desenvolvimento daquele processo terapêutico, o profissional deve facultar informações sobre opções alternativas ou que considere mais adequadas.
- Manutenção de competências: O psicólogo/ psicoterapeuta deve ter em conta na constituição da sua prática e do seu saber, os desenvolvimentos técnicos e científicos mais actualizados, integrando a sua possibilidade e modo de aplicação no conjunto de competências que já possui.
Com vista a esta aquisição de competências, o seu processo de formação deve por isso incluir uma especialização teórico-técnica contínua complementada pela sua aplicação clínica ou prática.
No caso especifico dos profissionais do Pro Cura, esta componente prática da formação envolve, entre outros requisitos: o trabalho institucional realizado em diferentes áreas de saúde mental do adulto, e a prática supervisionada de psicoterapia individual com adultos, por um período superior a 7 anos.
Quem somos
Tiago Chagas
Psicólogo Clínico
Membro efectivo da Ordem dos Psicólogos
Acompanhamento Psicológico e Psicoterapia Individual do Adulto
Ana Amador
Psicóloga Clínica
Membro efectivo da Ordem dos Psicólogos
Acompanhamento Psicológico e Psicoterapia Individual do Adulto
Psicoterapia do Casal e da Família
Rita Gameiro
Psicóloga Clínica
Membro efectivo da Ordem dos Psicólogos
Acompanhamento Psicológico e Psicoterapia Individual do Adulto
Magda Carvalho
Psicóloga Clínica
Membro efectivo da Ordem dos Psicólogos
Psicoterapia do Casal e da Família