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Situações ou queixas mais frequentes

Individual

As principais necessidades e aquisições da idade adulta podem resumir-se às capacidades de amar e trabalhar, conseguindo estabelecer e conservar laços afectivos duradouros e satisfatórios.

Há alturas em que certas formas de sentir, agir ou pensar parecem "instalar-se em nós", chegando a impor-se como padrões que se repetem, limitando ou interferindo na nossa maneira de sentir e de estar, não só com os outros mas também connosco próprios.

Uma ou mais áreas da vida vêem-se então dificultadas, parecendo o próprio lugar de onde essas questões surgem e onde mais se manifestam – no trabalho ou nos relacionamentos, nos novos que se querem criar ou nos já existentes que se querem viver e consolidar, e nestes, muitas vezes nos mais importantes, os de maior intimidade.

Com facilidade, vemo-las tornarem-se então naqueles problemas ou questões que costumamos "trazer na cabeça" e que se recusam a sair, ou quando por fim saem, outro conjunto deles, diferente mas não menos "enublado", parece imediatamente vir ocupar o seu lugar.

Problemas ou questões, sob a forma de queixas ou sintomas que persistindo nos provocam um sentimento de insatisfação pessoal, muitas vezes mantido dentro de nós como que em "pano de fundo", independentemente de onde se esteja ou do que aconteça.

Ao lado das queixas e deste descontentamento, surge frequentemente uma sensação de conflito interno ou de impasse, onde o esforço que despendemos para as resolver, controlar ou dominar, consome uma grande parte da nossa disponibilidade, energia e recursos, sem produzir resultados consistentes ou duradouros.

Alguns destes sintomas ou queixas, independentemente da forma e áreas específicas em que se manifestam, são constituidos pelos seguintes estados emocionais:

  • Incapacidade
  • Inferioridade
  • Tristeza / abatimento
  • Culpa
  • Ansiedade
  • Medo e evitamento
  • Instabilidade do humor
  • Desconfiança
  • Agressividade
  • Pensamento confuso
  • Dificuldade no controlo dos impulsos

Ver também:

- A psicoterapia individual

- A primeira consulta

 

No casal e na família

Seja como for o modo como tiver sido constituída, todos existimos e aprendemos as primeiras “regras” dos relacionamentos no seio de uma família, a nossa família de origem.

Foi aí que desde cedo construímos interiormente os nossos primeiros padrões, ou expectativas de modos de relacionamento possíveis e "mais prováveis"; por outras palavras, aquilo com que podíamos contar dos outros, e do mesmo modo, também aquilo que eles mais frequentemente esperavam, ou que podiam contar de nós.

Esses padrões formados na relação com os pais ou cuidadores - desde logo úteis pela segurança que nos davam, permitindo-nos "saber" aquilo com que podíamos contar - são mantidos ao longo da vida dentro de nós, repetindo-se e desenvolvendo-se nas várias relações que vamos tendo.

A natureza desses vínculos e padrões iniciais, juntamente com a existência de outros conflitos, oriundos da infância ou da adolescência e ainda "à espera de solução", vão deste modo influenciar as relações conjugais ou familiares que mais tarde venhamos a estabelecer.

Estes motivos constituem uma parte dos factores que podem estar na base das queixas que surgem no casal ou na família, devendo ser considerados ao lado de outros, relacionados com: características pessoais do(s) outro(s) elemento(s) e da dinâmica da relação; fase de vida em que se encontrem; acontecimentos específicos importantes que tenham ocorrido.

 

Casal

Consoante a fase do ciclo de vida em que estejam, as dificuldade mais comuns, podem então surgir:

  • Em casais cuja insatisfação na relação se arrasta há um longo período tempo, por vezes há vários anos, e que se manifesta por queixas, como:
    • Dificuldades na intimidade, na sexualidade do casal
    • Dificuldades de comunicação
    • Relações difíceis com as famílias de origem
    • Divergências na forma de gerir a relação com os filhos
  • Em casais com uma relação satisfatória anterior e que se deparam subitamente com uma situação de crise, que põe em causa a continuidade ou a qualidade da relação, podendo aparentemente ter sido desencadeada por um ou por ambos os membros, e por situações como:
    • Relações extra conjugais
    • Violência física ou emocional
    • Desinvestimento amoroso na relação
    • Acontecimento acidental na família, como problemas com um filho, ou outros
  • Em casais com uma relação satisfatória mas que receiam que algumas circunstâncias, presentes ou futuras prejudiquem a relação, como é o caso, entre outros, de casais que constituíram uma nova relação após o divórcio de um ou de ambos.

Ver também:

- A psicoterapia de casal e familiar

- A primeira consulta

 

Família

De entre os acontecimentos na família nuclear (pai, mãe, filhos) ou alargada, que com frequência desorganizam o equilíbrio familiar, podendo desencadear situações de conflito, bloqueio ou impasse difíceis ultrapassar, estão:

  • Dificuldades relacionadas com filhos, por motivos como:
    • Entrada na adolescência
    • Existência de problemas físicos, como handicaps ou défices diversos
    • Existência de problemas psíquicos diagnosticados, incluindo problemas com álcool, drogas ou outros tipos de dependência
    • Situações de adopção, sobretudo quando o casal já tem outros filhos, biológicos ou não
  • Nos pais ou outros membros da família:
    • Problema psíquico diagnosticado num dos membros, incluindo dependências de álcool, drogas ou outros
    • Morte de um membro da família, particularmente em casos que envolveram uma adicional violência, como no suicídio
    • Divórcio dos pais ou constituição de uma nova família pela parte de ambos ou por um deles


Ver também:

- A psicoterapia de casal e familiar

- A primeira consulta